O livro de Cortella mostra a relação do trabalho e a vida pessoal, principalmente no quesito de conquistas. O foco não é ensinar como conquistar o sucesso em si, mas refletir sobre como pensamos em sucesso. Por isto, o livro é divido em 3 principais temas: gestão, liderança e ética.
Gestão
O primeiro tópico tocado pelo o autor é necessidade de esquecer a noção de trabalho como castigo. Precisamos nos que enxergar no que fazemos e não no que pensamos, ou seja, nos criamos e nossa realidade é criada automaticamente. Nossos pensamentos são apenas pensamentos.
Reconhecer o desconhecimento sobre as coisas é um sinal de inteligência e essencial para a evolução. No entanto, precisa-se reconhecer também a importância de outras pessoas que estão próximas de vocês e fazendo esta evolução acontecer.
A evolução é algo que demora e demanda muito esforço. Precisa-se ter cuidado com a Síndrome do Rocky Balboa, que é achar que um esforço momentâneo já irá trazer a mudança. Irá levar tempo, as vezes, muito. Isso pode fazer as pessoas ficarem cansadas. Porém, não podemos confundir cansaço com stress. O importante é não ter medo de mudar. É preciso coragem, ou seja, enfrentar o medo. Coragem não é se ausentar da atividade. “Para ir da oportunidade ao êxito é preciso enfrentar os medos de mudança”
Atenção para as ações que aparentam “não fazer diferença”. Estas, por muitas vezes, geram perda de recursos e de eficiência no futuro. Atenção deve ser constante e em tudo que se faz. A busca pela excelência deve ser constante, porém com cautela, mas não a cautela imobilizadora. Esta última causa a inação.
Devemos ter cuidado para não gerar um esgotamento na vida pessoal devido ao modelo de vida que levamos no trabalho. Sua ocupação não deve ser sinôniomo de vida e sim de atividade. Cuidado com onde está seu foco. Muitas vezes focamos no urgente, mas não no importante. Não se deixe levar pela correria do dia a dia. Separe um tempo para suas conquistas pessoais, para sua família e amigos. Somente o equilíbrio irá manter sua sanidade.
Liderança
- Abrir a menta: ficar atento àquilo que muda e estar sempre disposto a aprender;
- Elevar a equipe: crescer e levar o liderado junto;
- Recrear o espírito: fazer as pessoas se sentirem bem e ter alegria onde estão. Seriedade não é sinônimo de tristeza. Tristeza é problema;
- Inovar a obra: reinventar-se, buscar novos métodos, novas soluções;
- Empreender o futuro: não nascemos prontos e também não somos inéditos. Devemos nos construir.
Ética
Ética é construida respondendo três perguntas: Quero? Devo? Posso?
A ética é o conjunto de princípios e valores de condutas que uma pessoa tem. Ética traz dilemas à todo momento: existem coisas que queremos mas não devemos, coisas que devemos mas não podemos e coisas que queremos mas não podemos.
Não ter ética é ser aético e não anti-ético. Anti ético é agir de forma oposta aos conjuntos e valores do meio contextualizado.
A fratura da ética se origina em grande parte na arrogância e na ganância. Ser ganancioso é diferente de ambicioso. Ambicioso é a pessoa que quer mais para, ganancioso é a pessoa que quer mais só para si mesmo. Poder é para servir e não para ser servido.
Assim, é preciso ter noção de que a ética é o dilema que vivemos no dia a dia, mas nunca devemos quebrar a integridade de nossos princípios. Se a gente pode e a gente quer, a gente deve.
“Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando podiam”, frase de Fraçois Rabelais.
“A obra, de fato, não é algo que torne alguém famoso. Não se deve confundir fama com importância. Uma pessoa importante é aquela que nos faz falta, porque sem ela seríamos menos do que somos.”